quinta-feira, 7 de julho de 2011

Planos e Volumes















Fonte: ver assinatura nos desenhos

Algumas obras de Tarsila do Amaral
















Releitura

Releitura

É ler novamente, é uma nova interpretação , feita com estilo próprio,mas sem fugir ao tema original.

Não podemos confundir releitura e cópia. A cópia é uma mera reprodução.

Já a releitura cria, transforma. Reinterpreta algo, reconstruindo em outro contexto um novo sentido.

Para realizarmos uma releitura, partimos da obra original, criando um novo trabalho.

Uma boa releitura irá depender de uma boa compreensão na leitura da obra,pois é preciso interpretar bem aquilo que se vê e exercitar a criatividade.

Ao recriar uma obra não é necessário empregar a mesma técnica usada pelo artista na obra original.

O mais importante é criar algo novo que tenha um elo com a fonte que serviu de inspiração.

Este recurso esta presente em todas as manifestações de Arte.

Vamos ver alguns exemplos baseados em obras originais nas artes plásticas:

Iniciamos com a obra mais recriada, Mona Lisa.

                                           Jocelyne Grimaud                original



                                                         Mona Lisa (1978)  Botero

                                                                   Marco Pece


                                                                      Romero Britto

Agora vejamos exemplos de releituras de outras obras ........






Fonte: http://monique-belfort.blogspot.com/2011/02/releitura.html

sexta-feira, 24 de junho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Intervenção

A arte é uma forma de expressão, que acompanha as transformações do mundo, com isso surgem novas maneiras de se fazer e criar uma obra de arte.

A Intervenção é uma delas.

A noção de intervenção é empregada, no campo das artes, com múltiplos sentidos, não havendo uma única definição para o termo.

 
Vamos conhecer o termo referente as artes plásticas.

 
Intervenção neste sentido , é o acréscimo de elementos em uma obra de arte; ou também usado para qualificar o procedimento de promover interferências em imagens, fotografias, objetos ou obras de arte preexistentes.

Intervenção, nesse caso, possui um sentido semelhante à apropriação, contribuição, manipulação, interferência.

Colagens, assemblages, montagens, fotografias e desenhos são trabalhos que frequentemente se valem desse tipo de procedimento.

Vejamos alguns exemplos:

         Leonrado Da Vinci.



 
                Salvador Dali

 
               Vermeer

 
                   Almeida Júnior

 
Intervenções de Alan MacDonald em algumas obras de Rembrandt








Como podem ver, a publicidade usa muito deste recurso.

Leitura de imagens

Leitura de Imagens.

Estamos rodeados de imagens, daí a importância de saber fazer uma leitura. A imagem visa estabelecer uma relação com o mundo, tem como função principal garantir, reforçar, reafirmar e explicar nossa relação com o mundo visual.

Existem três modos dessa relação, o símbólico ( relacionado as imagens icônicas, de divindades , e também ao puro simbolismo), o epistêmico ( a imagem traz informações sobre o mundo, podendo nos informar por exemplo a sua época) e o estético (a imagem é destinada a agradar seu espectador, a oferecer-lhe sensações, está ligada a beleza). Uma imagem pode possuir as três relações ou não.

Sabemos que existem imagens que podem resultar em diferentes leituras, o que depende dos saberes culturais e da aprendizagem de um código. Podemos denominá-las em imagens simples (cartazes de propaganda) e imagens complexas (obras de arte). Notamos assim que em relação à leitura de imagens, existem significações e sentidos (como sistemas simbólicos), que se encontram em níveis de atenção de leitura da imagem, são eles:

· Nivel Instintivo: é realizado assim que a imagem aparece. Os elementos de que este nível depende estão interligados aos mecanismos de percepção, são os elementos emotivos por excelência: cor , forma, expressões e vocações; emoções imediatas. São as primeiras impressões captadas pelo cérebro, nesta fase ocorre a predominância da cor ligada as sensações obtidas.

· Nível Descritivo : Após as primeiras informações absorvidas no nível anterior, passamos a analisar os elementos que compõe a imagem. Neste nível as informações transmitidas pelo cérebro possui maior número, o qual percebemos a descrição dos ambientes, a identificação do sujeito.
 
· Nível Simbólico: Passamos a observar e extrair o simbolismo, está relacionada aos mecanismos de conhecimento, (racional). Onde aos maiores conteúdos comunicativos da imagem apresentam-se, sendo a fase principal de codificação da mensagem.

A obra de arte e sua leitura podem ter possibilidades, nunca uma verdade. Para analisarmos uma imagem e sua mensagem, necessitamos em primeiro lugar, estar do lado da recepção, pois ... “Não existe um método absoluto para análise, mas opções a serem feitas ou inventadas em função dos objetivos”.

O grito - a história do quadro.

O grito - a história do quadro.

A tela O Grito foi pintada após uma experiência alucinante vivida pelo norueguês Edvard Munch (1863-1944) enquanto passeava no parque Ekebert, em Oslo. Em seu diário, o artista registrou o episódio: “Acima do fiorde azul-escuro havia ameaçadoras nuvens vermelhas como sangue e como línguas de fogo. Meus amigos se afastavam e, sozinho, tremendo de angústia, eu tomei consciência do grito infinito da natureza”.

As cores assustadoras vistas por Munch, freqüentes durante os crepúsculos de outono nos países nórdicos, foram atribuídas por astrônomos americanos em 2003 ao resultado de uma explosão vulcânica ocorrida na Indonésia em 1893.

Há quatro versões do quadro. Em agosto de 2004, a primeira (acima), que estava exposta no Museu Munch, foi roubada. Ela é considerada a melhor de todas e foi exibida no Brasil em 1996, durante a 23ª Bienal de Arte de São Paulo. A segunda tela está na reserva técnica do museu; a terceira, na Galeria Nacional de Oslo; e a quarta faz parte de uma coleção particular.